sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

SUPER MULHERES

Força feminina invade os quadrinhos
Sex, 11 Dez, 10h20

Por Mónica Faro, da EFE

A editora americana Bluewater Productions, especializada em histórias em quadrinhos, transformou personalidades em heroínas em "Female force", uma série de biografias gráficas que exibem a trajetória profissional e pessoal de mais de dez mulheres. Com desenhos quase caricaturais, a HQ tem o objetivo de transmitir modelos femininos que possam ser referência para o imaginário infantil.

Além de interessar adultos e colecionadores, estas histórias em quadrinhos se transformaram em uma ferramenta didática utilizada em escolas e livrarias para estimular o prazer da leitura e para que os pequenos aprendam "novos valores por meio do entretenimento", disse o presidente de Bluewater, Darren G. Davis.

São muitas as crianças que encontraram na história em quadrinhos um primeiro elo para entrar no mundo da leitura. Toques de humor, desenhos e pequenos textos com edições de 22 páginas demonstraram ser os ingredientes perfeitos para espantar a aversão às letras. "Female Force" tem como objetivo também disseminar lições de história que relaciona fatos históricos com a trajetória dessas mulheres.

As protagonistas são primeiras-damas, escritoras e jornalistas que, de um modo ou outro, "estão determinando a história e a cultura moderna", destaca Davis. Ícones midiáticos que o editorial elegeu para "celebrar as conquistas das personagens em um formato nunca antes feito" e para contar a trajetória de "mulheres fortes, poderosas e influentes que fizeram coisas incríveis em suas vidas".



Lady Di, a lenda de uma primeira-dama

Transformada em lenda após sua repentina morte em 1997, em um acidente de trânsito que comoveu o mundo todo, Diana Frances Spencer, conhecida como Lady Di, é a última primeira-dama escolhida para viver uma aventura em quadrinhos.

Depois de Michelle Obama e Hillary Clinton, a princesa Diana de Gales se soma a lista de mulheres unidas pelo compromisso social, pelo papel de mãe e por se destacarem na esfera pública sem viver à sombra de seus maridos.

Princesa, figura pública, filantropa e mãe. Esses são os principais atributos que descrevem Diana na primeira história em quadrinhos biográfica, "Female Force, Princess Diana", que reúne episódios desde o casamento com o Príncipe Charles da Inglaterra, em 1981, até os últimos dias de sua vida, marcada por reiteradas aparições nos tablóides britânicos e pelo acidente que causou sua morte quando, aparentemente, tentava escapar da perseguição dos "paparazzi".

Lady Di volta mais forte do que nunca em uma novela gráfica que pretende lembrar e mostrar às novas gerações a figura da "princesa do povo", retratada nesta história em quadrinhos-homenagem como um ícone britânico moderno e admirável.

Com desenhos em que a princesa divide o papel principal com seus filhos, William e Harry, a rainha Elizabeth II, Tony Blair, o Príncipe Charles e Camilla Parker-Bowles, a história em quadrinhos elogia seu trabalho humanitário, sua oposição "a impassível aristocracia da família real britânica" e lembra o espetáculo midiático que causou seu casamento, sua separação e sua morte.

Mulheres criadoras: o poder de um mundo mágico


Longe da aventura política de suas colegas dos quadrinhos, duas das escritoras mais populares do mundo se transformaram em novembro e, se transformarão em dezembro em novos personagens destas historietas biográficas: são J. K Rowling e Stephenie Meyer, criadoras de mundos mágicos e enigmáticos que cativaram, em poucos anos milhões de leitores.

Com as sagas "Crepúsculo" e "Harry Potter", Stephenie Meyer e J. K Rowling despertaram paixões literárias entre os mais jovens até se transformarem em fenômenos midiáticos transcendendo o âmbito editorial, conquistando o cinema e agora ganhando uma nova expressão nos quadrinhos.

O fenômeno Harry Potter é dificilmente comparável a qualquer outro: J.K Rowling, uma das mulheres mais ricas do Reino Unido, vendeu 300 milhões de livros desde que em 1997 escreveu a primeira aventura do menino mago da escola de Hogwarts, "Harry Potter e a pedra filosofal", à qual sucederam seis volumes.

Meyer (Conneticut, 1973) está longe dessa cifra. Mas com mais de 42 milhões de exemplares vendidos em 39 países da saga "Crepúsculo" e após ter dividido o topo da lista de vendas com o próprio Stieg Larsson, o fenômeno do ano, poderia seguir o rastro de sua colega britânica.

"Female force" reconhece o trabalho destas mulheres criativas com duas histórias em quadrinhos biográficas que descrevem a origem e a força da imaginação de cada uma das autoras, para desvendar o processo literário que deu a elas fama, sem esquecer suas trajetórias pessoais, tão mágicas como o mundo que elas criaram.

Oprah Winfey e a conquista da audiência

A "rainha dos talk shows" também ganhou os quadrinhos. Desde meados dos anos 80, ela apresenta "The Oprah Winfrey Show", um programa que atrai a atenção de 46 milhões de espectadores por semana e por onde passaram personagens de todos os tipos: de Bill Clinton a Elizabeth Taylor, passando por Tom Cruise e Michael Jackson, que sentou ao lado de Oprah em 1993, depois de 14 anos de silêncio.

Suas entrevistas e seu indiscutível poder de comunicadora fizeram de Oprah uma das cem pessoas mais influentes do mundo, segundo a lista elaborada pela revista "Time", e seu espaço serviu de instrumento para as campanhas eleitorais de Al Gore e George W. Bush, que passaram pelo programa para atrair ao eleitorado feminino.

Mas, antes de tudo, Oprah é um exemplo de tenacidade e de superação e são esses aspectos que se destacam em sua biografia gráfica: teve uma infância dura, foi violentada com nove anos e saiu de casa aos 13. Agora, é a mulher mais rica do mundo do espetáculo, tem sua própria produtora e transmite a sua fiel audiência valores de igualdade e solidariedade.

Há alguns anos, a intocável figura do super-herói perdeu espaço com a chegada de novas autoras, com o aumento de leitoras e mais mulheres protagonistas de suas próprias histórias. Uma reivindicação que chega ao ponto mais alto com essa coleção: "em um tempo de mudanças políticas, olha quem vai nos ajudar a dar forma ao futuro".

domingo, 29 de novembro de 2009

NOITES DE TORMENTA FOI UM TORMENTO!



Gente, eu estou indignada! O filme Noites de Tormenta está me atormentando. Não que o filme seja ruim, muito pelo contrário. É ótimo! Lindo, sensível, fala de coisas bonitas do ser humano. Trata da capacidade que o ser humano tem de se salvar quando salva o outro. Fala da necessidade que temos de generosidade e de como nos libertamos quando somos solidários. O problema é que ele também nos joga a realidade na cara sem piedade. Nos mostra a fragilidade da vida.
Era pra ser um filme perfeito. Richard Gere é perfeito. Diane Lane é quase. A casa da praia é o refúgio sonhado por mim nos últimos tempos. Mas, imaginem:
Sábado à noite. Você se prepara para uma noite bem agradável. Jantar muito bom, vinho estupendo, a melhor compania do momento. A conversa é boa, os planos pro próximo ano estão em pauta. Para fechar com chave de ouro, nada como um bom filme, sensível e delicado.
Mais vinho, velas acesas (não é só jantar a luz de velas que é bom, filme também). A película começa.
Tudo indica que teremos um final feliz e poderemos dormir em paz. De repente, tudo muda e o desfecho tão esperado se transforma em um chute no estômago, um aperto no coração e lágrimas. A gente fica frente a frente com a terrível verdade de que a vida nos reserva muitas mágoas. De que o bom mesmo é a gente viver um dia de cada vez e ser feliz ao máximo enquanto podemos. Nada de aceitar a mediocridade.
Diante disso tudo, só nos resta acabar com a garrafa de vinho em introspecção, dar boa noite e ir dormir.
Acho que outro dia eu vou assistir o filme de novo. No momento, estou tentando digerir...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Achei no blog Nerds somos Nozes os novos posters do filme Alice no Pais das Maravilhas de Tim Burton. Claro que estão no filme Johnny Depp e Helena Bonham Carter, esposa do diretor.

Na versão de Burton, Alice está com 17 anos e, ao saber que seria pedida em casamento em um daqueles eventos sociais chatíssimos, foge com o coelho branco para o país das maravilhas.

O filme estréia em 2010 e eu não vejo a hora de me sentar no cinema com um pacotão de pipoca e apreciar. Vejamos os posters:





domingo, 15 de novembro de 2009

O BELO DA SEMANA - NERUDA

Neruda é sempre uma inspiração.




O teu riso

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda

domingo, 1 de novembro de 2009

O BELO A SEMANA

O texto da Marina Colassanti é uma boa inspiração pra gente pensar como anda nossa postura diante da vida...


EU SEI, MAS NÃO DEVIA


Marina Colassanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

domingo, 25 de outubro de 2009

O BELO DA SEMANA

Pra começar a semana com um pouco de poesia e beleza.


SE EU FOSSE UM PADRE

Mario Quintana



Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!


Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 105.

sábado, 17 de outubro de 2009

TRILHA SONORA DA VIDA

Cheguei a uma conclusão: As nossas vidas têm,definitivamene, trilha sonora. Pelo menos a minha tem.

Em cada fase pela qual passei,uma música marcou e, pra falar a verdade, me ajudou até a tomar algumas decisões. E o legal, é que sempe que as ouço, me dá uma coisa boa,um retorno ao passado, uma revisada na história, um sentir novamente alegrias, angústias, ansiedades,expectativas e até tristezas, com a segurança da distância do tempo.

Sempre que ouço Engenheiros do Hawaii, volto imediatamente aos 14 anos, aos shows do Sport e Juiz de Fora, a ansiedade de passar na prova do CTU, aos brigadeiros de colher com a turma no portão de casa, ao Andinho tocando violão, a Deisy falando coisas nada a ver, a Paula tietando o Humberto...

Paralamas me levam ao meu amor platônico pelo Herbert, ao Opinião Pública fazendo shows no Bastista de Oliveira junto com Rebeldia, ao Alxandre do Rio, em uma de nossas muitas brigas e suas crises de ciúme me carregando nos ombros aos gritos pra me tirar da festa junina ninguém nem ligando porque a gente era assim mesmo...

Já a trilha sonora do filme Closer, me remete a coisas mais sérias. A uma das decições mais difíceis e acertadas que tomei na vida. Eka embalou um dos maiores pontos de ruptura.

E hoje, nesse sábado chuvoso, a minha trilha sonora é a música Save Tonight do Eagle-Eye Cherry. Acordei com vontade de ouvi-la e até agora já o fiz umas 10 vezes (literalmente). Ela está sonorizando a manhã em que eu acordei com a certeza e que não há nada como um dia após o outro e que por mais que um situação pareça definitiva, sempre acontece uma coisinha inesperada que nos mostra que tudo muda e tudo passa.

Não consegui postar o video aqui, mas pra quem quiser conferir, segue o link:
http://www.youtube.com/watch?v=s00Kgm-Kjic

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CRIME SEM CASTIGO?

Nos últimos dias tenho pensado muito sobre uma coisa muito séria - ir contra os nossos princípios. Na minha terra, as pessoas têm um modo muito específico de se referir à soma de fatores como o modo de criação, os valores morais e as crenças que nos acompanham e formam o nosso caráter: sistema. Quando uma pessoa tem valores e crenças muito rígidas, é sistemática!

Pois bem, eu sou sistemática. Tenho crenças enraizadas e gosto disso. Esses valores resultam na pessoa que eu sou e me trazem segurança. Embasada neles eu toco a vida de forma a me sentir bem comigo mesma.

E o engraçado é que eu não estou falando de uma fórmula existencialista complexa. Estou falando de coisas simples que a gente aprende na escola primária: Respeitar os mais velhos, cumprir a palavra, ser leal com os amigos, respeitar o espaço dos outros para fazer com que respeitem os meus, namorar uma pessoa de cada vez, não fazer com os outros o que não quero que façam comigo, e por ai vai.

Acontece que a vida não é redondinha. De vez em quando aparecem algumas situações que nos levam, se não a trair esses princípios, a pelo menos, pensar na possibilidade. Ai a gente se ferra! Atrasa uma conta, fala uma mentira, fura uma fila, estaciona em local proibido, faz uma fofoca sobre um amigo querido, namora alguém que tem outro alguém. Depois, a gente paga o preço: paga juros, passa vergonha ao ser descoberto na mentira, é mal visto pelas pessoas que estavam atrás na fila, leva uma multa, perde, ou no mínimo magoa o amigo, morre de culpa.

Ai eu me pergunto por que a gente faz essas coisas? Somos nós que saímos prejudicados, culpados, envergonhados... Dizem que o ser humano é inteligente. Eu acho que to meio duvidando dessa afirmação. A Antropologia diz que vivemos para saciar nossas necessidades. Se é assim, por que então pensamos? Bom seria que matássemos nossa fome, nossa sede, nossa necessidade de sexo e depois esquecêssemos. Mas não! Tínhamos que ter a famigerada consciência pra nos cutucar... É injusto!

Bem, como vocês podem ver, estou transitando entre a análise e a revolta. A ignorância é uma dádiva. Quando a gente ignora que o responsável por tudo o que acontece em nossas vidas , somos nós mesmos, é ótimo, porque assim, a gente coloca a culpa no outro e posa de vítima. Depois que a gente descobre que não tem essa e cada um escreve a própria História, o papel de vítima já fica meio sem lugar. Ai, Sartre vira um amigo íntimo e sua fala de que o que importa é o que fazemos com o que nos fazem, vira mantra. O fato é que não existe crime sem castigo. É isso!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

OUTRA OBRA DE LEONARDO??

Do Yahoo

Especialistas acreditam ter identificado um novo quadro de Leonardo Da Vinci após análise de impressões digitais encontradas na obra. Um laboratório parisiense concluiu que as digitais são "altamente semelhantes" a outras, encontradas em um quadro do artista no acervo do Vaticano.

Segundo a publicação especializada britânica Antiques Trade Gazette, o quadro, que havia sido catalogado como "obra alemã do início do século XIX", pode valer dezenas de milhões de dólares. Há dois anos, ele foi comprada por cerca de US$ 19 mil.

Se for confirmado que se trata de fato de um quadro de Leonardo Da Vinci, será a primeira vez que uma obra do artista é identificada nos últimos cem anos.

Pistas
Um especialista encontrou a impressão digital na parte superior esquerda do quadro. Ela corresponderia à ponta do dedo indicador ou médio do artista renascentista. Segundo a publicação, a marca seria muito parecida com uma outra, encontrada no quadro São Jerônimo, exposto no Vaticano, pintado no início da carreira de Da Vinci, quando, acredita-se, ele não usava assistentes.

Além disso, análises com radiação infra-vermelha revelaram semelhanças de estilo entre a obra recém identificada e o 'Retrato de Uma Mulher em Perfil', que hoje adorna uma parede do Castelo de Windsor, na Grã-Bretanha.

Segundo a Antiques Trade Gazette, a análise revelou também que o desenho e o sombreado teriam sido feitos por um artista canhoto - como, acredita-se, seria Da Vinci.

Feito com tinta e giz, o retrato mostra uma jovem em perfil, com traje e cabelo no estilo milanês típico do século XV. Exames de carbono para determinação da idade dos objetos confirmam que a obra dataria desse período.

O professor de história da arte Martin Kemp, da Oxford University, disse acreditar que a adolescente retratada seria Bianca Sforza, filha de Ludovico Sforza, duque de Milão (1452-1508) com sua amante, Bernardina de Corradis. Kemp disse que sua suposição foi feita "por eliminação".

O retrato, que mede em torno de 33 x 22 cm, foi vendido na Christie's de Nova York em 1998, em um leilão de desenhos de grandes mestres. O preço foi estimado entre US$ 12 mil e US$ 16 mil, mas o quadro acabou sendo arrebatado por US$ 19 mil.

Em 2007, a obra foi vendida por preço similar ao canadense Peter Silverman. Silverman acreditava que havia algo de especial no retrato e começou a investigar o assunto após uma discussão, no ano passado, com o especialista Nicholas Turner, ex-encarregado de desenhos e gravuras do Museu Britânico. O quadro deve ser exposto na Suécia em 2010.

domingo, 4 de outubro de 2009

O BELO DA SEMANA

O belo dessa semana fala de um sentimento que é bom e ruim ao mesmo tempo e que nos últimos dias tem me acompanhado, me fazendo algumas vezes rir por lembrar de coisas belas e outras chorar por não ter aproveitado mais.

É o texto SAUDADE do Fernando Pessoa



" Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos
saudades de todas as conversas jogadas fora, as
descobertas que fizemos, dos sonhos
que tivemos, dos
tantos risos e momentos que compartilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia,
das vésperas de finais de semana, de finais de ano,
enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo
destino,
ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez
continuemos a nos encontrar quem sabe...... nos e-mails trocados.
Podemos nos telefonar conversar algumas bobagens....
Aí os dias vão passar, meses...anos... até este
contato tornar-se cada vez mais raro.
Vamos nos perder no tempo....Um dia nossos filhos
verão aquelas fotografias e perguntarão? Quem são
aquelas pessoas?
Diremos...Que
eram nossos amigos. E...... isso vai doer tanto!
Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores
anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......
Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos
reuniremos para um ultimo adeus de um amigo. E entre
lágrima nos abraçaremos.
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele
dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado
para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado.
E nos perderemos no tempo.....
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo : não
deixes que a vida passe em branco, e que pequenas
adversidades seja a causa de grandes tempestades....
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se
morressem todos os meus amigos!"

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O QUE ACONTECEU HOJE?

Claro que o 11 de Setembro está na lembrança de todos como o dia do maior atentado terrorista da História.
O mundo parou perplexo diante doa aviões que se chocaram com as torres gêmeas, símbolo do capitalismo norte americano. Me lembro que no primeiro momento eu achei que se tratava de uma pegadinha.
Inevitável se solidarisar com a dor das famílias, com o medo da nação. Mas eu sempre me pergunto o que leva um ser humano a tirar a própria vida e a de outros de uma forma tão dura? Quais forças e crenças o regem?
Ai, eu encontrei o filme WTC - Por trás do 11 de setembro (The Hamburg Cell), que mostra a vida e o pensamento das principais figuras do ataque de 11 de setembro. Baseado em pesquisas originais, o filme explora as forças sociais, religiosas e ideológicas que ajudaram a moldar um grupo de estudantes na Alemanha nos terroristas que fizeram o mais terrível ataque na história do mundo.

O filme expõe as tensões entre o grupo, às pressões internas e externas enquanto seu plano se aproxima do clímax e como realizaram o ataque evitando qualquer detenção. O mundo conhece a trágica conclusão do filme. Mas visto através do olhar dos membros do grupo, a parte final dos atos se transforma numa tensa contagem regressiva.
Ai eu comecei a entender um pouco melhor. Vale a pena assistir, mas só se vocês não forem viajar de avião nos próxmos dias. Eu vi pela primeira vez num sábado e no domingo fui pra Porto Alegre. Fiquei com receio de todo narigudo que embarcava...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

UMA MULHER MINISTRA NO IRÃ


Irã terá primeira mulher ministra desde a Revolução Islâmica

A ginecologista Marzieh Vahid Dastjerdi se tornou nesta quinta-feira, 03 de setembro, a primeira mulher ministra nos 30 anos de história da República Islâmica no Irã, ao conseguir o voto de confiança da Câmara, para o Ministério da Saúde.

A Assembleia, no entanto, rejeitou as outras duas mulheres que aspiravam outros ministérios: Fatemeh Arjelu, no do Bem-estar Social, e Suzanne Kashravad, no de Educação.

Ainda assim, essa é uma grande conquista do gênero feminino naquele país.