domingo, 3 de maio de 2009

COISAS DA VIDA


Hoje eu passei horas com um amigo de Juiz de Fora no Skype (é, eu tenho usado essa tecnologia).
Esse é amigo daqueles que contam os podres, que jogam na cara as bobagens que fizemos há 15 anos atrás, que riem das nossas gafes e que ainda assim a gente segue a vida amando.
Acontece que esse meu amigo está com uma tremenda dor de cotovelo. E o pior, é que ele sabe que o causador de suas mazelas, é ele mesmo. Meses atrás ele me contou que estava se interessando por uma colega de trabalho. A dita era bonita, inteligente, alegre, enfim, reunia todos os dotes necessários para atrair um carinha gente boa como ele. Eu daria a maior força, iria sugerir que ele a convidasse pra jantar, mas primeiro tive que fazer a pergunta fatal: “Você terminou com a Bel?” (nome fictício). Qual não foi a minha surpresa quando o meu amigo, rapaz de família, honesto, trabalhador, daqueles com quem a gente pode contar a qualquer momento, me disse que não!
A Bel é uma moçoila que ele conheceu na faculdade. Menina esforçada, perdeu o pai cedo e sempre ajudou a mãe, costurando, fazendo artesanato, até que se formou em Biologia. Eles sempre foram um casal que todos achavam o máximo juntos e queriam estar nas bodas.
Acontece que nesse tempo em que estive fora, alguma coisa mudou entre eles. Meu amigo diz que com o passar do tempo, tudo esfriou. Até ai, tudo normal. Triste, mas normal.
Nesse dia, conversamos muito e ele ficou de pensar, esfriar a cabeça e ver o que ia fazer. Como ele sempre foi um menino bom, acreditei que ele ia fazer a coisa certa (que nem eu sabia o que era).
Hoje ele me relatou o embrolho em que se meteu: Começou um affair com a colega de trabalho, sem contar pra ela da Bel. Achou que poderia ser uma coisa boba e passageira (em momento algum pensou nos sentimentos da garota). Acontece, que com o passar dos dias, foi conhecendo melhor a moça e viu que se tratava de uma criatura adorável. Ai as coisas começaram a ficar mais complicadas.
Não conseguia ficar bem em nenhum lugar. O estômago doía, a cabeça rodava, se sentia um crápula. Freqüentava ainda a casa da Bel, viajava com a família, foi a festa de 90 anos da avó. Estava com uma, pensava na outra.
Por que não terminou com a Bel? - eu perguntei – É que não conhecia bem a outra, era novidade, não sabia se podia confiar. Com a Bel, já tinha uma história, uma rotina, amigos em comum, as famílias se gostavam. Escolher a outra significava começar tudo de novo, correr riscos, sair do lugar comum.
Então, por que não contou toda a verdade pra moça? Isso significaria que ela podia ficar com raiva dele, não querer mais vê-lo e isso ele não queria também.
O fato é que o meu querido amigo fez uma grande bobagem. Tentou cozinhar as duas, sumia de vez em quando, não respondia os telefonemas da moça do trabalho e depois aparecia com a cara mais lavada do mundo, como se nada tivesse acontecido. A moça segundo ele, até tentou tocar no assunto, saber o que tava acontecendo (atitude louvável), mas ele se esquivou. Claro que ela cansou.
Partiu pra outra e passou por ele com um carinha mais alto e de ar mais fresco e jovial (provavelmente porque não tinha o fantasma de uma traição nas costas). Segundo as suas próprias palavras, o pior de tudo é que ele nem podia tirar satisfação.Com que direito? E começou a conviver todos os dias com a moça sendo buscada pelo novo amor no final do expediente, recebendo flores e tocando a vida.
Ele pensou que seria melhor assim, pois poderia sair impune e continuar sua vida com a Bel. O que ele não contava era com “a candinha”. Alguém que ele não sabe quem (em Juiz de Fora isso é muito comum), contou em detalhes o caso dele com a moça para a Bel. Essa por sua vez, não se fez de rogada e foi procurar a moça na porta do trabalho. Parece que ia começar a rolar um barraco, mas a turma do deixa disso apaziguou. Ele ficou no meio das duas sem saber o que fazer (nem precisava, já tinha feito o suficiente).
Com isso, ele perdeu a Bel, a família o odeia, aqueles amigos que eram mais próximos dela vão ficar com ela mesmo, seus pais o repreenderam, sua imagem no trabalho está meio riscada, a colega de trabalho (que poderia ser uma boa amiga) não quer vê-lo nem pintado de ouro e eu, com quem ele veio se lamentar, resolvi escrever a sua história. Ele deixou. Disse que ler o que ele fez bem como os possíveis comentários, pode ser uma forma de redenção. Vai saber!
O que me motivou a escrever, foi o fato de essa ser uma história tão comum. Acontece todos os dias, com as melhores pessoas. Todos nós já protagonizamos uma história assim atuando em um dos papéis, ou pelo menos conhecemos alguém que o fez. Sofremos e fizemos sofrer. Nos decepcionamos e decepcionamos os outros. Quando vamos aprender?

domingo, 19 de abril de 2009

DO DESEJO

O belo da semana é um trecho do peoma Do Desejo, de Hilda Hilst.



Existe a noite, e existe o breu.

Noite é o velado coração de Deus

Esse que por pudor não mais procuro.

Breu é quando tu te afastas ou dizes

Que viajas, e um sol de gelo

Petrifica-me a cara e desobriga-me

De fidelidade e de conjura. O desejo

Este da carne, a mim não me faz medo.

Assim como me veio, também não me avassala.

Sabes por quê? Lutei com Aquele.

E dele também não fui lacaia.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

RELÍQUIAS


Relíquias de Cristo provocam menos devoção e mais fascinação
Qui, 09 Abr, 10h07

Delia Millán.

As relíquias da Paixão de Cristo já não geram a devoção de antigamente, e sequer a Igreja garante sua autenticidade, mas ainda fascinam estudiosos, escritores e esotéricos.


"A Igreja nunca declarou autêntica nenhuma relíquia, sequer a que se venera como madeira da cruz, mas aprova as homenagens rendidas a aquelas que, com razoável probabilidade, seriam genuínas", segundo a Enciclopédia Católica.


As relíquias são "uma concessão à devoção popular; são úteis, mas não necessárias", explicou à Agência Efe Johann Evangelist Hafner, professor de estudos religiosos da Universidade de Potsdam, na Alemanha


Por isso, a Igreja Católica, apesar de não ter autenticado nenhum desses objetos, não contradiz os que acreditam neles ou descarta que sejam verdadeiros.


Hoje em dia, essa fé popular está em visível declínio, sobretudo no que diz respeito à veneração de restos mortais de santos.


"Para muitos fora da Igreja as relíquias são algo mórbido, que tem a ver com a superstição e a idolatria", explica o professor do Centro de Estudos Tomísticos (relativos a São Tomás de Aquino) de Sydney Anthony English.


Esta tendência também é encontrada dentro do clero, que prefere escondê-la, afirmou o sociólogo e pedagogo Günter Erret.


O apogeu das relíquias aconteceu em uma época que, segundo a Enciclopédia Católica, foi caracterizada por ser pouco crítica e "estranhamente mórbida", a Idade Média.


Foi nessa época que apareceram e proliferaram as relíquias da Paixão: a madeira e os pregos da cruz, a coroa de espinhos, a lança, a esponja, o Santo Sudário, a túnica, o véu de Verônica, a coluna da flagelação e até a escada de Pilatos. E, como não podia deixar de ser, o Santo Graal, o cálice sagrado.


A tradição é atribuída a Santa Helena, mãe do imperador Constantino, fundador de Constantinopla, que teria achado na Terra Santa a maioria dessas relíquias, que foram enviadas à capital recém-criada pelo filho para a maior glória desta.


A cruz foi dividida e distribuída pelo mundo cristão, e chegou a haver tantas capelas que diziam ter uma relíquia com este pedaço de madeira que Martinho Lutero - que promoveu a Reforma Protestante em rejeição à veneração destes objetos - ironizava e dizia que, com as lascas, seria possível construir um navio.


Durante séculos se multiplicaram as descobertas, e as relíquias mudaram de mãos várias vezes, em particular da Paixão.


Um papa conseguiu um desses objetos em troca de manter preso o irmão de um imperador que não queria competição, e Luís IX comprou a coroa de espinhos que um imperador bizantino sem fundos tinha dado como garantia.


Atualmente, há relíquias da cruz e dos cravos de Cristo em vários templos cristãos e uma coroa de espinhos na Sainte-Chapelle de Paris.


Há também um Santo Graal em Valência - que foi enviado à Espanha de Roma por São Lourenço -, assim como um em Gênova; além do famoso Sudário de Turim, há outro em Oviedo, bem como relíquias da Lança, entre outros, no Vaticano e em Viena.


Entre estes objetos está o Santo Sudário (ou Sudário) de Turim, que foi alvo de estudos científicos com carbono 14 para atestar sua autenticidade, assunto que gerou muita polêmica, mas que não fechou o debate sobre as origens da relíquia.


Outros estudos foram feitos para datar objetos como o Cálice de Valência ou a Lança Sagrada, que faz parte da Realeza Imperial dos Habsburgo e que está exposta no Museu Kunsthistorisches de Viena.

O Graal da catedral de Valência é um objeto de ágata do século I a.C. e de estilo oriental, e, por isso, os religiosos consideram "completamente verossímil" que se trate do copo que Jesus Cristo utilizou para consagrar o vinho na última ceia.

No entanto, além de semelhanças e testes científicos, o Graal e a Lança seguem despertando muito interesse no mundo moderno, sobretudo entre os amantes do misticismo e do New Age e que inspiram ou exploram estas novas tendências.

O bem-sucedido "O Código Da Vinci", cujo roteiro gira em torno da tese de que Cristo não morreu na cruz, mas se casou e teve filhos com Maria Madalena, e que o Graal simboliza esse segredo, é uma das obras que se basearam nesses mitos desde que foram apropriados por Trevor Ravenscroft no romance "The Spear of Destiny", em 1972.

O autor tratava a suposta fascinação de Hitler pela lança à qual as lendas medievais e, por exemplo, Parsifal, de Wagner, atribuíam poderes invencíveis.

Hitler, na verdade, levou a Lança de Viena a Nuremberg, capital do nazismo, mas certamente sua fascinação pela relíquia não se devia à devoção cristã, e sim por seu papel nas lendas nórdicas.

A sociedade pós-moderna descobriu também - segundo define a arqueóloga Deborah Hayden - "relíquias culturais", as de artistas e sábios cujos cérebros são dissecados e analisados em busca de que se encontre, neles, o segredo da genialidade. EFE

segunda-feira, 30 de março de 2009

O QUE ACONTECEU HOJE?


Morre Maurice Jarre, compositor da trilha de "Doutor Jivago"
Por James Mackenzie

O compositor francês Maurice Jarre, premiado com o Oscar e autor de gloriosas e inspiradoras trilhas sonoras de filmes famosos como "Doutor Jivago" e "Lawrence da Arábia", morreu em Los Angeles aos 84 anos.
Jarre foi premiado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pela música que criou para clássicos do cinema como esses e "Uma Passagem para a Índia" - os três dirigidos por David Lean. Ele trabalhou também com outros cineastas famosos, incluindo Alfred Hitchcock, Luchino Visconti e Peter Weir.
Em comunicado em que prestou uma homenagem a Jarre, que morreu no fim de semana, o presidente francês Nicolas Sarkozy disse: "Trabalhando com os maiores cineastas do mundo, ele mostrou que a música é tão importante para o sucesso de um filme quanto são as imagens visuais."
"Os trabalhos para os quais ele fez uma contribuição tão magistral fazem parte da história do cinema para sempre", disse Sarkozy.
Durante toda a manhã as rádios francesas tocaram trechos de "Tema de Lara", de "Doutor Jivago", que se tornou um clássico, além da música dramática de "Lawrence da Arábia".
Jarre, que vivia em Los Angeles havia muitos anos, foi um dos compositores de música para o cinema de maior sucesso e mais prolíficos, tendo feito a música para mais de 150 filmes.
Depois de começar trabalhando com o cinema francês nos anos 1950, ele se tornou internacionalmente conhecido com a trilha sonora do épico de David Lean "Lawrence da Arábia", de 1962.
Seu trabalho abrangeu cinco décadas, e suas trilhas enriqueceram filmes como "A Filha de Ryan", "O Tambor", "O Ano em que Vivemos em Perigo", "Mad Max 3", "Atração Fatal" e "A Testemunha".
Jarre afirmava que a música deve ser um elemento fundamental de qualquer filme. "Se a música está presente apenas para destacar uma cena de ação ou de amor, ela não é realmente interessante", dizia ele. "Isso é como colocar açúcar demais num bolo."
Ele recebeu o último prêmio de sua vida no mês passado: um prêmio especial do Festival de Cinema de Berlim.
"Os compositores de cinema frequentemente ficam à sombra de grandes diretores e atores", disse o diretor do festival, Dieter Kosslick, quando anunciou o prêmio para Jarre.
"Com Maurice Jarre é diferente: a música de 'Doutor Jivago', como tantas de suas obras, é mundialmente famosa e faz parte inesquecível da história do cinema".
Maurice Jarre é pai de Jean-Michel Jarre, pioneiro da música eletrônica

sexta-feira, 27 de março de 2009

O QUE ACONTECEU HOJE?



No dia 27 de março de 1952 , estreou nos Estados Unidos o filme Cantando na Chuva (Singin'in in the Rain) com Gene Kelly, Donald O'Connor, Debbie Reynolds e Jean Hagen. O filme ocupa primeira colocação na Lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.


Na trama, Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) são dois dos astros
mais famosos da época do cinema mudo em Hollywood. Seus filmes são um verdadeiro sucesso de público e as revistas inclusive apostam num relacionamento mais íntimo entre os dois, o que não existe na realidade. Mas uma novidade no mundo do cinema chega para mudar totalmente a situação de ambos no mundo da fama: o cinema falado, que logo se torna a nova moda entre os espectadores. Decidido a produzir um filme falado com o casal mais famoso do momento, Don e Lina precisam entretanto superar as dificuldades do novo método de se fazer cinema, para conseguir manter a fama conquistada.
O musical recebeu duas indicações ao Oscar, a de melhor atriz coadjuvante e melhor trilha sonora. Ainda ganhou o Globo de Ouro de melhor ator em comédia (Donald O'Connor) cuja dança no sofá é impagável.
Interessante citar que as músicas que fariam parte do filme foram escolhidas antes mesmo do roteiro ter sido escrito. No dia da gravação da famosa cena da dança na chuva, Gene Kelly ardia em febre e só conseguiu atuar após uma sessão de acumpultura.
E a chuva torrencial que cai enquanto Kelly dança e canta Singin'in the rain não é apenas água, mas uma mistura com leite, o que explica as gotas tão densas.
Curiosidades a parte, amantes do cinema têm, obrigatoriamente, que ter esse filme em seu acervo. Quem sabe nessa sexta – feira à noite não rola uma sessão pipoca??

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terça-feira, 24 de março de 2009

O GRANDE CABIDEIRO DO SENADO

E as surpresas continuam...



Quanto mais se mexe no armário do Senado, mais cabides vão aparecendo. O Correio Braziliense traz a notícia de que a diretoria-geral do Senado tem à sua disposição 203 cargos de confiança, cuja nomeação não depende de concurso público. Isso equivale a um gasto de R$ 650 mil mensais. Além disso, há uma forte suspeita de que esses cargos são ocupados por funcionários fantasmas. Ontem, segundo o jornal de Brasília, não havia mais que 20 servidores espalhados pelas salas do terceiro andar do Senado, onde fica a diretoria-geral. “Chamam atenção as trocas de funções dentro do Senado envolvendo o setor e a nomeação de pessoas que vivem em outros estados, como Amazonas e Paraíba”, diz a reportagem. Um exemplo é do advogado paraibano Walter de Agra Júnior, nomeado para trabalhar na diretoria-geral em 2007 com um salário de R$ 4,9 mil. Em seu currículo, ele se apresenta como “consultor” da Presidência da Casa.

domingo, 22 de março de 2009

TEMPO DO OCASO


O outono chegou. As flores começam a secar, a temperatura começa a ficar mais amena e as chuvas de verão são gradualmente substituídas por nevoeiros e geadas. É a preparação para a próxima etapa, o inverno.

Outono, do latim tempus autumnus, é o tempo do ocaso, no qual tudo fica mais belo,com a coloração do pôr o sol. Os dias são mais bonitos, de um azul profundo e noites estreladas com uma lua maravilhosa. Outono também é renovação. Há quem diga que o outono é a natureza a envelhecer e que bom mesmo é a primavera, a estação do amor... Mas existe algo mais belo que um pôr-do-sol de Outono, quando os raios vermelhos, rosa, roxo e azul pincelam o horizonte, rivalizando com todos os grandes pintores? Uma das grandes alegrias que eu tenho na vida é ter nascido ainda no outono Com mais dez dias teria vindo ao mundo no inverno e não teria o privilégio de ser uma filha do outono. Sempre me sinto mais feliz nessa época do ano. Mais inspirada, com vontade de fazer coisas novas, de mudar, assim como toda a natureza. E o homem observa a natureza e guia sua vida por ela a milhares de anos! Os celtas dançavam e faziam rituais para reverenciar a mudança das estações;
Os primitivos povos britânicos construíram as “quatro pedras da estação”, o Stonehenge, na planície de Salisbury, no sul da Inglaterra. Os cientistas acreditam que o monumento, construído por volta de 2100 a.C., era uma espécie de observatório astronômico. Como eles, diversos povos aprimoraram técnicas para saber o momento adequado de plantio e colheita.

O outono é a época em que a disponibilidade de alimentos diminui. Por este motivo, é neste período que muitas aves e outros animais partem para regiões mais quentes. No Brasil, entretanto, as quatro estações não são bem definidas, ou seja, o outono aqui não é tão explícito como nas regiões setentrionais, onde as flores realmente perdem a coloração e passam a ficar mais avermelhadas. Aqui temos árvores e plantas que florescem o ano todo. Ainda assim, podemos observar o “espírito do outono” pelas ruas e deixar que essa estação nos renove e nos envolva com sua beleza.

Feliz Outono pra vocês!

terça-feira, 17 de março de 2009

DIA DE SÃO PATRÍCIO

Hoje é dia de São Patrício, que só perde na minha preferência pra São Bento.
Eu queria muito comemorar esse dia na Irlanda, mas como esse ano não deu, vou festejar por aqui mesmo e preparar minhas malas pro ano que vem.



São Patrício (386 — 17 de Março de 493) foi um missionário cristão e santo padroeiro da Irlanda, juntamente com Santa Brígida de Kildare e São Columba.
Nascido na costa oeste da Grã-Bretanha, a pequena localidade galesa de Banwen é frequentemente referida como seu lugar de nascimento, embora haja muitas hipóteses sobre este fato. Quando tinha dezesseis anos foi capturado e vendido como escravo para a Irlanda, de onde escapou e voltou à casa de sua família seis anos mais tarde. Iniciou então sua vida religiosa e retornou para a ilha de onde tinha fugido para pregar o Evangelho. Converteu centenas de pessoas, das quais muitas se tornaram monges. Para explicar como a Santíssima Trindade era três e um ao mesmo tempo utilizava o trevo de três folhas e por isso o mesmo tem papel importante na cultura Irlandesa. Foi incentivador do sacramento da confissão particular, tal como conhecemos hoje, visto que antes o mesmo era realizado de forma comunitária. Um século mais tarde essa prática se propagou para o restante da Europa.
São Patrício também é muito reverenciado nos Estados Unidos devido ao grande número de imigrantes irlandeses. Em Manhattan, Nova Iorque, a catedral que também é sede da arquidiocese, tem o seu nome. No dia 17 de março há diversas comemorações na Irlanda e nos Estados Unidos, conhecidas como paradas de São Patrício, onde ocorrem festejos e desfiles em memória do santo, sendo essa a principal forma de afirmação do orgulho dos imigrantes e descendentes de irlandeses na América.
Aqui em Curitiba existem pubs que também comemoram o dia de São Patrício ao som da melhor música irlandesa e regado pela tradicional cerveja verde.

domingo, 15 de março de 2009

SER FEMININO... RETICÊNCIAS!

O belo dessa semana foi escrito por uma bela: A minha querida amiga e afilhada Tati! Uma coisa que chega a me emocionar é o fato de ela ter dito que voltou a se inspirar a escrever com o nosso blog.
Confiram a beleza e força sutil de sua escrita:





Ser feminino... Reticências!

Ah, as mulheres... são como este gênero de pontuação... reticicências! Sempre a indicar um pensamento ou ideia ainda por terminar, concluir.. omitindo algo que podia ser escrito, mas não foi. Podia ser dito, mas não foi. Uma figura retórica que deixa incompleta uma frase, dando a entender, no entanto, o sentido do que não se diz e, às vezes, muito mais.
Talvez a isto se deva uma explicação: somos todas nós, brancas ou negras, magras ou não, cheias de certezas e repletas de dúvidas, mães adoráveis e amantes vibrantes, queremos as benesses da mais nova tecnologia e nos rendemos a horas de leitura de uma simples revistinha de coméstico...nos bastamos e buscamos nos completar no outro.
Lacan ou Freud, não sei, pouco importa... fato é que as mulheres tem acesso a outro gozo pois não estão totalmente e, somente, absorvidas na lógica fálica e patriarcal.
A marca própria da mulher... uma sensibilidade absoluta (mas não fragilidade!) para conviver com o indelevel machismo latino.
Mulheres são coloridas ainda que não vivam sem o “pretinho básico”, são cama e mesa, noite e dia, mais música que silêncio, abajur e velas... mas mulheres não são ilhas, são metropóles!
Para falar mais de nós mulheres, estou aqui a lembrar Adélia Prado em seu poema A serenata: “Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa”. Penso assim, toda mulher é doida. Impossível não ser. Nos dizerem que temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir (pelo menos de vez em quando) que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca pensaremos em jogar tudo pro alto acreditando ser possível um amor de 24 horas com Jack Bauer.
Eu só conheço mulher louca e cheia de características sempre no superlativo, não existe mulher zinha. Santa, desconheço. Não existe. Só mesmo Nossa Senhora! Mulher certinha, previsível? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.
Não consigo concluir... terminar...mas também para quê definir conclusivamente a alma feminina. Talvez no próximo poema seja mais fácil falar do homem e ponto final! Para que a exclamação?

Por:Tatiana Finamore (Dia das Mulheres – Março 2009)

quinta-feira, 12 de março de 2009

FIM DA LENDA DE ANASTÁCIA?

Como eu ando num momento meio Poliana, ainda prefiro acreditar que a Princesa Anastácia está escondida em algum lugar desse mundo...



Redação Central, 11 mar (EFE).- Os cinco filhos do último czar russo foram assassinados, assim como os pais, durante a Revolução Bolchevique, segundo um estudo de DNA que foi divulgado hoje pela publicação online da "Public Library of Science" ("PLOS").
Uma equipe de cientistas internacional colocou fim a um dos grandes mistérios da história recente do século XX, o destino da última família imperial russa, que foi assassinada em julho de 1918 e com as especulações de que algum dos filhos de Nicolau II poderia ter sobrevivido.
No entanto, um estudo de DNA dos restos encontrados em um túmulo - localizado em meados de 2007 a cerca de 70 metros de uma primeira onde estava a maioria dos Romanov - revelou que se tratava de outras duas crianças da família: o herdeiro ao trono Alexei e uma de suas quatro irmãs.
No entanto, o mistério parece seguir reinando: não se sabe a identidade da menina que foi enterrada junto com o herdeiro Alexei. EFE

quarta-feira, 11 de março de 2009

MARCAS DO RACISMO

Esse vídeo me chocou de uma forma impensável. Em que tipo de cidadão vai se transformar essa criança que cresce acreditando ser má, errada e feia? Como será o seu futuro e o que ela irá realizar.
O que nós podemos fazer?

terça-feira, 10 de março de 2009

MÁQUINA DE LAVAR FEZ MAIS PELA MULHER DO QUE A PÍLULA

E eu tinha ressalvas com o João Paulo II. Quando o Bento VI era cardeal, eu cheguei a ler alguns de seus artigos publicados no L'Osservatore Romano e já me assustava com a forma medieval com que ele via o mundo e o papel da Igreja.

Agora, diante das excomunhões dadas a médicos e pais preocupados com a saúde física e mental de uma criança de 9 anos, enquanto o estuprador tem o direito à redenção mediante arrependimento, me pergunto porque o vaticano não volta à prática da xícara de chá envenenada... Se é pra voltarmos à Idade Média, que voltemos com tudo!






Máquina de lavar fez mais pela mulher do que a pílula, afirma Vaticano

Texto narra a história desde a rudimentar máquina de lavar até os modernos equipamentos que a mulher pode usar para tomar um capuccino

Feministas do mundo todo, é melhor sentarem-se para ler isso: o jornal do Vaticano diz que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século 20 do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho.

A conclusão consta em um longo artigo publicado na edição do fim de semana do jornal semioficial do Vaticano, o L'Osservatore Romano, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. O título era "A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe".

"O que no século 20 fez mais para liberar as mulheres ocidentais?", questiona o artigo, escrito por uma mulher. "O debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns (dizem que) o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar."

O texto então conta a história da máquina de lavar, desde um modelo rudimentar de 1767 na Alemanha, até os modernos equipamentos com os quais a mulher pode tomar um capuccino com as amigas enquanto a roupa é batida.