terça-feira, 26 de agosto de 2008

POEMA CONTRA A CORRUPÇÃO

Amigos,

Eu já havia externado para alguns a minha indignação com a cara de pau do prefeito da minha pobre Juiz de Fora - Alberto Bejani - que, após ser o primeiro a ser preso pela operação Pasárgada e ter várias provas pesando contra si, declarou serem os cargos de prefeito e deputado pequenos pra ele, que quer agora é ser o governador de Minas Gerais.

No entanto, o Zuenir Ventura soube como ninguém (claro) falar à respeito:

POEMA CONTRA A CORRUPÇÃO

Chegamos a Juiz de Fora nesta semana quase ao mesmo tempo: eu, para uma palestra; ele, vindo da penitenciária de Contagem, onde passara 58 dias e de onde renunciou ao cargo para não ser cassado. Trata-se do ex-prefeito da cidade, Alberto Bejani, um caso emblemático destes tempos de ficha-suja. Da dele constam as seguintes acusações: formação de quadrilha, ameaça a testemunha, falsidade ideológica, peculato, concussão, corrupção passiva, prevaricação, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

Em abril, ao prendê-lo, a Polícia Federal encontrou em sua casa mais de R$1 milhão em grana viva, além de muitas armas. A apreensão foi documentada por um vídeo em que ele aparece recebendo propina de um empresário de transporte coletivo para supostamente autorizar o aumento das passagens de ônibus. Quatorze dias depois era solto por um habeas corpus da Justiça estadual. O de agora foi concedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Apesar das provas visuais, Bejani saiu da penitenciária alegando inocência e se dizendo perseguido, para não fugir à regra. Bem-disposto, desafiou os candidatos à prefeitura a dispensarem o seu apoio. Segundo ele, são os "bejanistas" que irão decidir as próximas eleições. Ele aposta nisso tanto quanto garante que vai retomar o seu programa de rádio e depois se candidatar ao governo do estado. Declarou que não se interessa em ser prefeito ou deputado.

"Quero ser governador. Vou disputar, não tenham dúvida." Não encontrei na cidade quem duvidasse.Três cidades depois - Barbacena, São João Del Rei e Viçosa - leio a notícia de que o TRE mineiro proclamou uma espécie de liberou geral: os candidatos com ficha suja vão poder concorrer livremente às câmaras municipais e às prefeituras. A medida beneficiará mais de 200 candidatos com processos naquele tribunal. Portanto, não surpreendeu o resultado de uma pesquisa que acaba de ser publicada aqui, revelando que mais de 80% dos consultados se manifestaram descrentes com a política e os políticos.

Para mim, o mais curioso da história não foi nem o convincente vídeo com as cenas de suborno explícitas, com direito a diálogo e tudo ("Os 150 nós vamos ficar com nós. 120 para você", diz o interlocutor), mas o nome da operação: Pasárgada. Como se sabe, Pasárgada é o lugar que Manuel Bandeira escolheu como metáfora do paraíso urbano, o eldorado que o poeta transformou num dos poemas mais bonitos de evasão e fuga.

"Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei."

Talvez tenha sido uma homenagem poética que a Polícia Federal quis prestar à cidade dos escritores Murilo Mendes, Pedro Nava, Rubem Fonseca, Raquel Jardim, Afonso Romano e Fernando Gabeira. Bandeira não podia imaginar que um dia a sua Pasárgada seria usada no combate à corrupção política.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Guia do Voto Responsável

Em momentos em que muito se fala sobre a polêmica dos "ficha suja", faz-se necessária uma atuação mais efetiva da sociedade em geral em prol da moralização da política nacional. Por sorte, os ventos estão a favor, uma vez que temos em outubro as eleições municipais.

Agora, cabe ao povo brasileiro assumir o seu papel de protagonista da história e entender que ele é o verdadeiro dono do poder, que concede aos políticos o direito de representá-los nas decisões a serem tomadas e, quando nós passamos uma procuração para alguém nos representar, esse alguém tem que fazer valer a nossa vontade e trabalhar em prol dos nossos interesses.

Chega de pensarmos que essas “excelências” estão em seus gabinetes confortáveis por serem superiores. Eles estão lá porque nós os colocamos e queremos que façam um trabalho bem feito. Como a diarista que limpa nossa casa. Se não estamos satisfeitos com a forma com que ela cumpre suas tarefas, alertamos, cobramos e, finalmente a substituímos. É isso: prefeito, governador, presidente. Todos são funcionários do povo.

Chegando a essa conclusão, a sociedade precisa dar um segundo passo: Como escolher seus representantes. Essa é outra questão delicada. Alguns dizem que político tem que ser honesto. Isso basta mesmo? O analista político Augusto de Franco fala com muita propriedade que não. Segundo ele, alguns dos maiores malfeitores da sociedade – que não respeitavam a democracia e impediam o desenvolvimento humano e social – eram pessoas honestas.

Os políticos além de honestos precisam se comprometer com o desenvolvimento das localidades as quais representam, além de defender efetivamente a democracia. O cidadão precisa estar ciente dos compromissos assumidos pelos políticos quando em campanha e cobrar o seu cumprimento.

E muitas ações têm sido tomadas para auxiliar a população nessa tarefa. Uma delas e na qual eu estou mais envolvida é o lançamento do Guia do Voto Responsável 2008 - Uma agenda positiva para escolher bem seus candidatos a Prefeito e Vereador e impulsionar o desenvolvimento do seu município.

Esta ação está sendo realizada no estado do Paraná, mas deveria ser feita em todo o país pois só com um movimento iniciado pela sociedade em geral terá força suficiente para mudar a realidade política do Brasil.

Para conhecer o guia acesse: www.redeempresarial.org.br

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ESTIVE EM PATO BRANCO, DAÍ

Acabei de chegar em casa de Pato Branco. Estava lá a trabalho, lançando o MCPE.

Claro que estava super curiosa pra conhecer a cidade que ficou nacionalmente conhecida graças a sua ilustre filha, Bozena. (Será que ela é uma "patobranquense" ausente??).

Cheguei em Pato Branco debaixo de um dilúvio, mas ainda assim a cidade me pareceu bastante simpática. Fui direto me registrar no hotel San Pietro (não San Rafain), que fica em frente à igreja de São Pedro. Hotel bonito com recepcionistas bem agradáveis. Registro feito e bagagem acomodada, fui fazer o meu trabalho.

Em um clube da cidade, passei uma tarde com vários cidadãos de Pato Branco e cidades vizinhas. Descobri que o carisma da Bozena é uma característica regional. E a dedicação ao trabalho também!

Dever cumprido, fui conhecer o comércio local e, como boa representante do gênero feminino, aproveitar as oportunidades de negócio. Foi uma experiência bem interessante. As pessoas nos atendem prontamente e, o que deveria ser barato é caro mas em compensação, o que normalmente é caro, em Pato Branco é barato, daí!

Depois de algumas aquisições, fui conhecer a igreja por dentro. Lá em Pato Branco, a casa de São Pedro é muito grande e com um crucifixo no meio que imita os vitrais. Confesso que me deparar com aquela obra de arte coberta de religiosidade me emocionou.

Depois de alimentada a alma, fui atrás de uma padaria para alimentar o corpo. Em Pato Branco a padaria (que lá é chamada panificadora) fica cheia às 8:00 da noite. E o atendente te abençoa tanto, que quase se faz desnecessário assisitir a missa.

As ruas têm jardins e as lojas misturam o estilo do interior com uma sofistição inusitada. É uma cidade curiosa, essa Pato Branco. Saí de lá com vontade de voltar e um pouco aborrecida por não ter estado lá no dia em que se faz o pão de linguiça que, quando em descanso, nem carro passa na rua pra não incomodar...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

HOJE É ANIVERSÁRIO DO ALFRED!!!!






No dia 13 de agosto de 1899 nasceu Alfred Hitchcock, um dos mais geniais cineastas de todos os tempos.

Mestre do suspense, criou técnicas copiadas ainda hoje por diretores do mundo inteiro. Seu primeiro filme chamou-se The Pleasent Garden (1925), co-produzido pela Inglaterra e Alemanha. Em 1926 estreou no suspense (The lodger – O inimigo das louras), e seguiu este gênero em sua carreira.

Depois de dirigir 15 filmes na Inglaterra, entre os quais Murder (Assassinato, 1930),The man who knew too much (O homem que sabia demais,1934), The 39 steps (Os 39 degraus, 1935), mudou-se para os Estados Unidos em 1940, onde estreou com o filme Rebecca (Rebecca, a mulher inesquecível,1940), que ganhou o Oscar de melhor filme – o único Oscar de melhor filme ganho por Hitchcock que, curiosamente, nunca ganhou uma estatueta como melhor diretor.

Em sua filmografia destacam-se: Shadow of a doubt (A sombra de uma dúvida, 1943); Notorious (Interlúdio, 1946); Rope (Festim diabólico, 1948); Strangers on a train (Pacto sinistro, 1951); Dial M for murder (Disque M para matar, 1954); Rear window (Janela indiscreta, 1954); To catch a thief (Ladrão de casaca, 1955); The trouble with Harry (O terceiro tiro, 1956); The Man who knew too much (O homem que sabia demais, 1956); The wrong man (O homem errado, 1958); Vertigo (Um corpo que cai, 1958); Psycho (Psicose, 1960); The birds (Os pássaros, 1963); Marnie (Marnie, confissões de uma ladra, 1964); Torn curtain (Cortina rasgada, 1966); Topaz (Topázio, 1969); Frenzy (Frenesi, 1972); Family Plot (Trama diabólica, 1976).

Hitchcock morreu em Los Angeles, em 29 de abril de 1980.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

MOVIMENTO DAS CIDADES PELA EDUCAÇÃO

Lançamento do Movimento das Cidades pela Educação Básica em Pato Branco – PR
Horário: 13h30 às 16h30
Local: Clube Pinheiros – Salão Nobre
Rua Itapuã, 1588
Bairro Pinheiros
Pato Branco – Paraná


Conheça o movimento acessando: www. cidadespelaeducacao.org.br

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

TODO DITADOR COMEÇA ASSIM...

Do blog certas palavras

Todo Ditador Começa Assim


O quadro original do pintor veneziano Gianbattista Tiepolo e o alterado a mando do governo de Berlusconi para tapar o “seio da Verdade”.A descoberta de que o governo do bilionário Silvio Berlusconi alterou um quadro do século XVIII mostra uma face desconhecida do primeiro-ministro italiano.

Parte da fortuna de Berlusconi veio de programas televisivos em que mulheres se apresentam quase despidas. Agora, numa tentativa de negar seu passado, ele busca medidas incompreensíveis para pessoas de bom senso.

No quadro original do pintor veneziano Gianbattista Tiepolo, que fica na sala de imprensa, onde Berlusconi recebe jornalistas, a mulher, que representa a Verdade, surge com o seio esquerdo descoberto. A pintura, datada do ano de 1743, intitula-se La Verità svelata dal Tempo (A Verdade desvendada pelo Tempo).

Depois que se descobriu que o quadro foi adulterado para “tapar o seio da Verdade”, muitos argumentaram que a decisão não foi de Berlusconi, e sim daqueles que cuidam da imagem do primeiro-ministro.

O caso virou piada na Europa. "Os políticos da oposição podem agora dizer que, uma vez alterada a Verdade por Berlusconi, as mentiras vão sentir-se todas mais à vontade no gabinete do primeiro-ministro", escreveu o correspondente do jornal Guardian em Roma, John Hooper.

A foto original de 1920 mostra Trotsky e Kamenev ao lado do palanque de Lênin. Na versão adulterada, os dois adversários de Stalin foram substituídos por alguns degraus de madeira. Deboches à parte, determinar a alteração de uma obra de arte é motivo para preocupações. Num dos mais conhecidos casos de falsificação na política, Stalin mandou tirar Trotsky e Kamenev da foto em que Lênin discursava para as tropas diante do Teatro Bolshoi, em 1920. Trotsky e Kamenev, adversários políticos de Stalin, acabaram assassinados.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ping Pong e os Direitos Humanos

Nos tempos de Olimpíadas, o presidente chinês Hu Jintao declarou a imprensa que se pudesse participar dos jogos, escolheria o ping pong.

Acho que seria bom que as autoridades daquele país pudessem se ocupar em treinar e disputar os Jogos Olímpicos pois, dessa forma, talvez parariam de jogar com os direitos humanos e não mais surrariam jornalistas em quartos de hotéis.

domingo, 27 de julho de 2008

E vem ai o Call for Action

Na semana que se inicia teremos o Call for Action, continuação do Global Forum que aconteceu em Junho.

No Global Forum eu participei de uma das mesas de trabalho, o que foi uma experiência única. Eu vi doutores representando a academia do PR e do RJ, dialogando com um empresário e uma jornalista especializada em carreira. E nesse momento, entre os diversos pontos de vista, vimos que a preocupação em encontrar a convergência entre o setor produtivo e as universidades é unânime. Isso os uniu e os fez trabalhar juntos na construção de um sonho possível. Saímos de lá como amigos.

Agora, eu espero rever estes amigos no Call for Action e, se não for possível estar com eles, quero pelo menos, poder informar-lhes que o que propusemos se transformou em projetos. É isso que é o Call for Action: a grande oportunidade de transformar a reflexão em ação. Quem esteve no Global Fórum e estará no Call for Action está escrevendo essa nova pagina na história e ajudando a construir um mundo melhor.


Para saber mais sobre o Global Forum acesse: www.globalforum.com.br

terça-feira, 22 de julho de 2008

Juiz de Fora e as Greves Ocorridas entre 1912 e 1924

Juiz de Fora, que desde a criação da União - Industria, tornou-se o principal centro sócio-econômico da Zona da Mata, exercendo um papel de catalisadora de recursos e veio a ser o principal centro industrial de Minas Gerais nas primeiras décadas do século XX, foi palco de uma importante luta de classes no período delimitado, quando eclodiram três greves de caráter generalizado, além de outras manifestações que afetaram apenas um setor fabril ou uma determinada categoria.
Já em 1905, Carlos Prates, Inspetor de Indústria, Minas e Colonização, ao visitar algumas das principais industrias da cidade para analisar seus pleitos, redigiu um relatório, aonde afirma que: “Industrialmente, é esse o mais importante município do estado, e é principalmente por este fato que lhe cabe a primazia entre todos.(...) Ao que me consta, em proporção, é esta a cidade mais industrial do Brasil”.
O relatório de Carlos Prates nos mostra que, por ocasião de sua visita, a cidade já contava com um número elevado de fábricas operando, que contava com mão de obra feminina em seu quadro de funcionários.
Os operários de Juiz de Fora, bem como todo o proletariado brasileiro do começo do século, enfrentavam condições de vida que, pelos relatos da época, mal lhes permitiam sobreviver. As maiores dificuldades estavam na carestia e no problema de moradia.
Houve uma grande organização de comitês e o envio de várias solicitações para a Câmara dos vereadores, pleiteando ajuda no sentido de amenizar impostos, baixar os preços dos bens de primeira necessidade e melhorar as condições de trabalho dentro das fábricas.
Neste momento, a vitória conseguida pelos operários de Belo Horizonte, incita os trabalhadores de Juiz de Fora, e assim no dia 16/08/1912, 300 operários entre tecelões, pedreiros e carpinteiros se declaram em greve pacífica, reclamando a diminuição da jornada de trabalho para 8 horas diárias
A imprensa começa a fazer uma cobertura acirrada dos fatos, o que para nós é de grande valia. O Jornal do Comércio de 28/8/1912 da notícia que, “grevistas impedem a entrada dos trabalhadores numa fábrica de meias e procuram impedir a passagem das moças para o trabalho”
No decorrer desta primeira greve, vários fatos importantes acontecem. Embates com a polícia, piquetes nas portas das fábricas, prisões de manifestas e até a morte de Juvenal Guimarães, funcionário da Cia. Singer.
No dia 30/8/1912, é noticiado que “as operárias da Fábrica de Juta declaram-se em greve, reclamando aumento salarial e redução no horário”
No entanto, as condições de trabalho não melhoram, continuando os operários sofrendo um alto índice de exploração e, algumas vezes passando por humilhações.
Houve então, uma tentativa de organização por parte dos operários de Juiz de Fora. Em reunião realizada no dia 13 de janeiro de 1918, foram discutidas as bases da Sociedade Operária de Juiz de Fora, cujos objetivos eram: unificação do operariado da cidade, organização de uma cooperativa, serviço médico e farmacêutico a preços reduzidos, criação de uma biblioteca, criação de um fundo de reserva, difusão do ensino e educação intelectual e cívica dos operários. Já ficara esclarecido também, que a Associação não vedava a entrada do elemento feminino, pois, sendo ela de caráter beneficente, receberia o apoio de todos os operários, “quer se trate de homens, quer se trate de mulheres, ou mesmo de famílias de proletários”.
Durante a “greve do açúcar”, o jornal O Farol informa que “homens, mulheres e crianças, de quase todas as condições sociais, invadem a casa carregando, durante mais de 1 hora, cerca de 3 mil sacas de açúcar”
A polícia começou á tentar punir os manifestantes e, no dia 29 de agosto daquele ano, alguns soldados espancaram a filha menor do operário João Coelho, no bairro Manoel Honório, por haver-lhes pedido que não prendessem seu pai, em cuja casa não havia sido encontrado nenhum açúcar.
Um outro agente causador das contendas era o alto número de acidentes do trabalho, que feriam gravemente, mutilavam e até mesmo matavam os trabalhadores. Temos notícia do que aconteceu com Isabel Neves, que foi ferida por uma lançadeira no nariz quando trabalhava no tear da fábrica Mascarenhas.
Em 1920, as mulheres representavam 29,6% da mão de obra empregada na industria. eram 2.475 operárias, das quais 2.245 atuavam nos setores “Têxtil” e “Vestuário e Toucador”, e Juiz de Fora era um dos principais centros do comercio atacadista de Minas Gerais, superado apenas por Belo Horizonte .
A greve de 1924 foi causada por esse ter sido um ano de grande elevação do custo de vida no Brasil. Em Juiz de Fora a imprensa alardeia a carestia, conclamando o governo municipal a tomar providencias.O proletariado local entendia que somente que somente o aumento salarial lhe daria condições para superar a situação, enquanto os industriais queriam manter os salários baixos, obrigando assim, os operários s fazerem plantão e aumentando sua margem de lucro .
Neste contexto, no dia 10/06/1924, as operarias da fábrica de tecidos Bernardo Mascarenhas iniciam greve por aumento de salário, há muito pleiteado, intimando os companheiros de trabalhão a segui-las. A polícia toma medidas preventivas. Elas conseguiram o apoio dos carroceiros condutores de matéria- prima para a fábrica Mascarenhas, que se recusaram a fazer o transporte, em solidariedade às operarias. No mesmo dia, operários das fábricas de Tecidos Meurer, Surerus, e Santa Cruz Também aderiram ao movimento e, no fim da tarde já eram 1500 operários em greve.
Em 12/6/1924, se falava em greve geral e um grupo numeroso de grevistas que contava em seu contingente com mulheres e crianças, percorreu várias fábricas com o intuito de obter novas adesões. Várias fábricas aderem à greve e a polícia é acionada.Uma comissão nomeada pela assembléia dos operários, da qual entre outros, faziam parte Olinda Barbieri e Domina de Oliveira, delibera que só voltarão ao trabalho quando tiverem suas reivindicações aceitas. No entanto, os industriais continuam intransigentes.
Em 18/6/1924 noticia-se que as costureiras iriam aderir á greve, o que já era esperado, uma vez que, segundo o Diário Mercantil, “elas trabalham longas horas sujeitando-se a exaustivos serões por um ordenado simplesmente irrisório”.
Neste mesmo dia, operarias vendiam bilhetes para uma sessão de cinema que iria ser exibida em beneficio da Federação Operária para manutenção da greve.
A greve terminou no dia 120/6/1924, após intensas negociações e conflitos. Ainda assim, várias manifestações de apoio aos operários de Juiz de Fora continuaram a chegar, vindas de várias partes do país.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Os Educadores e a Educação

A fábula abaixo foi escrita por um amigo filósofo e eu a compartilho aqui no blog, por achar que ela diz muito sobre esse momento de realizacões que estamos vivendo com o Global Forum e o Movimento das Cidades pela Educação. Estamos partindo da realidade para uma conquista.


Espero que gostem!


Os Educadores e a Educação

Era uma vez uma família, que vivia na cidade de realidade, estado de ponto de partida, que como as outras famílias vivia seu dia-a-dia em sua casa. Como é de costume, apresentaremos a família pelo seu sobrenome: Os Educadores.
O pai, o sr. Educador trabalhava sem descanso, pois, em sua profissão era necessário ter vários empregos para que o salário cobrisse as despesas mensais. Ele vivia correndo de emprego em emprego e mal tinha tempo de respirar. À noite, quando chegava em casa, tinha sempre algum serviço que trazia consigo e que era sempre urgente. Sua mulher, dona Educadora também trabalhava fora e, além disso tinha que organizar a casa. Era um sufoco. A filha, Educanda, era adolescente e como a maioria dos adolescentes, às vezes ajudava, às vezes não, às vezes estava alegre, às vezes triste, às vezes calada, às vezes falante e quase sempre não sabia os motivos.
Vivia então nessa rotina do dia-a-dia, essa família feliz. Muita coisa incomodava, mas para mudar era mais complicado ainda, então deixa como está.
Um dia esta rotina foi quebrada por uma carta. Não era uma carta qualquer, era a comunicação de que a família havia recebido uma herança: A Mansão da Educação. Que alegria, muitos planos: -Será que é bonita? Será que é espaçosa? Será que vale muito?
Mas onde ficava a tal mansão? Olhando a carta agora em detalhes o sr. Educador anunciou: A cidade se chama Não Sei. Todos estranharam, mas a família dos Educadores não podia deixar a sua herança de lado. O jeito é procurar.
Os Educadores saíram, então, a caminho. Foram até o prédio da Metodologia, departamento de busca, para conversar com os peritos. Na primeira sala encontraram o sr Fisiólogo que os atendeu por entre seus livros de estímulo e resposta. Falaram da Mansão e que desejavam saber como chegar até ela. O dr. Fisiólogo leu a carta rapidamente e perguntou: Qual é a localidade? A família respondeu em coro: Não Sei. Ele levantou e pediu que eles se dirigissem a outra sala. Lá encontraram o dr. Psicólogo, homem observador e calado. Relataram todo o acontecido. Depois de ouvir tudo atentamente o dr. Psicólogo perguntou: E qual é a cidade? A família respondeu: Não Sei. Embaraçado, o dr. Psicólogo perguntou se eles não queriam "conversar sobre isso". A família saiu e, de sala em sala, falaram com economistas, administradores, políticos... Mas ninguém sabia onde ficava Não Sei. Desanimados voltaram para casa e encontraram uma criança, colega de Educanda, filha do casal. A menina contou tudo ao colega que riu muito e disse: Vocês estão perdendo seu tempo. A estrada que vai para Não Sei fica perto de Ponto de Partida e passa por Realidade, de onde vocês saíram. Vocês nunca vão achar a Mansão da Educação sem saber qual o caminho e ele parte da Realidade que é o Ponto de Partida.

Emilio Cunha Amorim

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Homens e Mulheres: Diferentes, mas não Desiguais

Analisando a trajetória da humanidade verificamos que sempre houve uma clara distinção entre os papéis desempenhados por homens e mulheres.

Alguns estudiosos defendem a idéia de que a mulher perdeu sua identidade de fêmea, a partir do momento em que se deixou ficar na caverna enquanto o homem ia caçar. Essa é uma teoria correta? Difícil dizer, mas o fato é que, durante toda a história verificou-se claramente a concepção da diferença entre os sexos.

Se estudarmos os povos antigos, vemos que os sábios e grandes filósofos gregos eram homens. Quem participava da vida social e econômica desse povo tão evoluído culturalmente eram os homens, devendo as mulheres permanecer trancafiadas em casa. Dos povos bárbaros, sabemos muito sobre o seu poder de guerra. Eram corajosos e destemidos. Mas e suas mulheres? Qual a contribuição delas para este espírito indomável?

Alguns poucos relatos nos trazem hoje notícias das mulheres celtas que faziam valer sua vontade, que convidavam o homem objeto de seu desejo para seu leito e que guerreavam e morriam por seu ideal. Mas estas são uma exceção. A história omitiu a contribuição feminina para o crescimento do Império Romano, o desenvolvimento do Egito, para as cruzadas, as Grandes Navegações, as Revoluções Francesa e Industrial e outros acontecimentos.

Mas hoje algumas correntes estão revendo esta posição. A busca da mulher por sua identidade está nos mostrando um quadro antes encoberto. No Brasil colônia, por exemplo, mulheres, a despeito do preconceito, trabalhavam junto com os homens em busca do sustento próprio e o da prole que, naquele tempo, era bem numerosa. Desempenhavam as mesmas tarefas que os homens e em alguns momentos, assumiam a família e criavam sozinhas os filhos enquanto os seus maridos entravam para as Minas Gerais ou iam lutar contra espanhóis e outros invasores.

A economia teve uma grande contribuição feminina. Eram quitandeiras, lavadeiras, costureiras, donas de tabernas, enfim, elas estavam em diversas partes.

Com o passar do tempo a mulher foi adquirindo mais e mais espaço no desenvolvimento econômico do país. Porém, mais ainda tinham que conquistar. Faltavam conquistas sociais, o lugar na política, a igualdade. E hoje, nos tempos da globalização, vemos cada vez mais o conceito machista caindo. Mulheres atuam nas escolas, na política, nos hospitais, nas grandes empresas. Temos chefes de equipes médicas, senadoras, embaixadoras, vereadores, economistas, engenheiras, motoristas de ônibus e táxi, presidentas. As grandes corporações valorizam a sensibilidade feminina na administração. Homens e mulheres trabalham lado a lado em vários desafios.

A diferença entre os dois gêneros atualmente é vista como uma forma de balanceamento e de obtenção de melhores resultados. Tal diferença, que antes era um obstáculo e um entrave para a vida da mulher, é hoje um fator primordial para quebrar a barreira da desigualdade.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Movimento das Cidades Pela Educação

Em fevereiro de 2008, na cidade de Porto Alegre, realizou-se dentro da Conferência Mundial sobre Desenvolvimento das Cidades, uma grande oficina, na qual foi lançado o Movimento das Cidades pela Educação.

Tal movimento, objetiva mobilizar a sociedade para a busca de uma educação de qualidade, contribuindo assim, para a redução dos números negativos da educação, focalizando as ações nos municípios, que é onde as coisas acontecem. O Movimento já foi lançado em algumas cidades do estado do PR e nesta oportunidade, foram formados comitês locais que colocam em prática ações eleitas pela comunidade como necessárias para que se alcance o objetivo.

Amanhã, 10/07 será realizado o 4 º Encontro Estadual do Movimento das Cidades pela Educação Básica , das 13h30 às 18 h30, em Paranaguá , na Escola Municipal Nascimento Júnior.

O Encontro reunirá lideranças, autoridades , educadores, sociedade civil e organizada e comunidade em geral para debater ações efetivas para a melhoria do sistema público de ensino, com foco na educação básica.

Mais informações sobre o Movimento, no site: www.cidadespelaeducacao.org.br.